boas, penso que posso dar uma modesta opinião acerca dos seus trabalhos. Vejo aqui uma técnica razoável, mas muitas falhas anatómicas e de proporção, com certeza que já deve ter reparado, mas deixo somente umas notas, espaçamento entre olhos, espaçamento entre olho e orelha, narizes desproporcionais… Corrigindo estes pontos e outros vai ver que se nota logo a diferença, talvez não perceptível à primeira, mas que com o tempo se aperceberá. Nada que com o treino se consiga superar (que penso ser o objectivo deste trabalho). Bom trabalho e é de louvar todo este treino. Força!
Caro Joaquim. Obrigado pelo seu comentário. No entanto garanto-lhe que os rostos foram feitos com base em medições. Narizes, existem de todos os tamanhos Por exemplo o retrato deste post pecou no início por um nariz demasiado pequeno em relação à proporção real do modelo. Isso deveu-se por eu próprio achar que estava a fazê-lo demasiado grande. No final tive de refaze-lo e colocá-lo na verdadeira proporção. Em relação à distância da orelha, ela está no seu lugar correcto. Apesar das proporções consideradas clássicas serem uma boa referência na construção de um rosto, a verdade é que cada rosto tem variações próprias à sua individualidade. A linha de contorno externo de uma orelha em perfil deverá estar a uma distância que corresponde à vertical entre o nível do olho e o limite da mandibula e deverá ser colocada a contar do canto externo do olho. Parece-lhe talvez demasiado afastado mas se observar com atenção verá que essas distâncias são muito próximas. Este é só um exemplo. Outro erro recorrente é a colocação dos olhos demasiado próximos do topo da cabeça. De facto, os olhos estão na linha que divide a cabeça a meio e a distância entre eles é aproximadamente correspondente ao comprimento de 1 olho. Se discorda, convido-o a que observe e meça estas distâncias. tenho a certeza que no final concordará comigo. Em relação à minha técnica razoável…generosidade sua.
Olá Daniel, é natural que algumas pessoas já conheçam estes rostos através de outros blogs. De facto estes retratos não são peças finais mas sim esboços/estudos feitos durante as aulas do curso livre de retrato da FBAUL. Chegamos a ser um grupo bastante extenso encavalitado em cima dos modelos, que tinham poses de 20 minutos com descansos de 10 minutos a seguir aos quais tentavam voltar à mesma posição. Digo “tentavam” porque cada artista presente tinha a sua opinião muito subjectiva sobre a posição à qual o modelo devia retornar. Não foi fácil mas os resultados foram suficientemente fieis ao modelo. Senão como poderia ter reconhecido o rosto de outro blog?
Junho 8, 2009 ás 2:19 pm |
boas, penso que posso dar uma modesta opinião acerca dos seus trabalhos. Vejo aqui uma técnica razoável, mas muitas falhas anatómicas e de proporção, com certeza que já deve ter reparado, mas deixo somente umas notas, espaçamento entre olhos, espaçamento entre olho e orelha, narizes desproporcionais… Corrigindo estes pontos e outros vai ver que se nota logo a diferença, talvez não perceptível à primeira, mas que com o tempo se aperceberá. Nada que com o treino se consiga superar (que penso ser o objectivo deste trabalho). Bom trabalho e é de louvar todo este treino. Força!
Junho 8, 2009 ás 2:56 pm |
Caro Joaquim. Obrigado pelo seu comentário. No entanto garanto-lhe que os rostos foram feitos com base em medições. Narizes, existem de todos os tamanhos Por exemplo o retrato deste post pecou no início por um nariz demasiado pequeno em relação à proporção real do modelo. Isso deveu-se por eu próprio achar que estava a fazê-lo demasiado grande. No final tive de refaze-lo e colocá-lo na verdadeira proporção. Em relação à distância da orelha, ela está no seu lugar correcto. Apesar das proporções consideradas clássicas serem uma boa referência na construção de um rosto, a verdade é que cada rosto tem variações próprias à sua individualidade. A linha de contorno externo de uma orelha em perfil deverá estar a uma distância que corresponde à vertical entre o nível do olho e o limite da mandibula e deverá ser colocada a contar do canto externo do olho. Parece-lhe talvez demasiado afastado mas se observar com atenção verá que essas distâncias são muito próximas. Este é só um exemplo. Outro erro recorrente é a colocação dos olhos demasiado próximos do topo da cabeça. De facto, os olhos estão na linha que divide a cabeça a meio e a distância entre eles é aproximadamente correspondente ao comprimento de 1 olho. Se discorda, convido-o a que observe e meça estas distâncias. tenho a certeza que no final concordará comigo. Em relação à minha técnica razoável…generosidade sua.
Julho 7, 2009 ás 8:58 pm |
Curioso! Eu sabia que conhecia esta cara de algum lado. Será coincidência, ou é o mundo que é realmente pequeno?
http://catarinamgarcia.blogspot.com/2009/04/retrato-2.html
(apostando na segunda hipótese, até um dia destes)
Óptimo blog!!
Julho 9, 2009 ás 2:31 pm |
Olá Daniel, é natural que algumas pessoas já conheçam estes rostos através de outros blogs. De facto estes retratos não são peças finais mas sim esboços/estudos feitos durante as aulas do curso livre de retrato da FBAUL. Chegamos a ser um grupo bastante extenso encavalitado em cima dos modelos, que tinham poses de 20 minutos com descansos de 10 minutos a seguir aos quais tentavam voltar à mesma posição. Digo “tentavam” porque cada artista presente tinha a sua opinião muito subjectiva sobre a posição à qual o modelo devia retornar. Não foi fácil mas os resultados foram suficientemente fieis ao modelo. Senão como poderia ter reconhecido o rosto de outro blog?
Abraço e obrigado pelo seu comentário.